1 de julho de 2025

Municípios patrimônio mundial participam de pesquisa inédita sobre economia e sustentabilidade

Municípios patrimônio mundial participam de pesquisa inédita sobre economia e sustentabilidade

Os municípios detentores de título de patrimônio mundial da Unesco integram uma pesquisa inédita sobre a relação entre patrimônio, economia e sustentabilidade. A iniciativa contempla Olinda (PE), Salvador (BA), São Luís (MA), São Cristóvão (SE), o Parque Nacional Serra da Capivara (PI) e as Ruínas de São Miguel das Missões (RS). Da mesma forma, manifestações culturais imateriais também serão pesquisadas: o Complexo Cultural do Bumba meu Boi (MA), o Círio de Nazaré (PA), a Arte Kusiwa – Pintura Corporal e Arte Gráfica Wajãpi (AP), o Frevo (PE), o Samba de Roda do Recôncavo Baiano (BA) e a Roda de Capoeira. 

Executada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, por meio do Observatório da Economia Criativa (Obec), a pesquisa busca identificar as dinâmicas econômicas associadas ao patrimônio cultural brasileiro e gerar dados para subsidiar políticas públicas mais eficazes.

“Estudar o impacto econômico do patrimônio cultural contribui para valorizar as cidades históricas não apenas como guardiãs da memória, mas como protagonistas do desenvolvimento sustentável. Esta é uma ação estratégica para fortalecer o turismo e garantir a preservação desses territórios de interesse internacional”, avalia Mario Nascimento, presidente da Organização das Cidades Brasileiras Patrimônio Mundial (OCBPM).

Com duração de três anos e investimento de R$ 1,5 milhão, a pesquisa realiza entrevistas com moradores, trabalhadores da cultura, detentores e gestores públicos, além de observações em campo. Os dados levantados serão sistematizados em boletins temáticos e um relatório final, com foco na dimensão econômica, sustentabilidade e gestão compartilhada dos bens culturais. A expectativa é que a iniciativa contribua para o fortalecimento de políticas culturais alinhadas à Agenda 2030 da ONU.

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