Curiosidades sobre o Parque Nacional Serra da Capivara podem ser conferidas em documentário
Episódio também destaca uma homenagem especial à arqueóloga Niède Guidon, criadora do Parque Nacional da Serra da Capivara
Episódio da série documental DOC.SGB: A Geologia da Serra da Capivara (PI), Patrimônio Cultural da Humanidade, uma produção do Serviço Geológico do Brasil (SGB), detalha como as formações geológicas do Parque Nacional Serra da Capivara (PNSC) tornaram o ambiente propício para a chegada dos primeiros habitantes das Américas. As marcas em pinturas rupestres estão preservadas até hoje em sítios arqueológicos do espaço e podem ser conferidas presencialmente pelos turistas.
O documentário inédito mostra as riquezas geológicas e revela curiosidades por trás das paisagens únicas da região. Ao assistir ao episódio, o público poderá compreender como a movimentação das placas tectônicas e a separação de antigos continentes contribuíram para a formação dos principais atrativos turísticos da Serra da Capivara.
Em uma linguagem acessível, os especialistas entrevistados explicam como todo esse ambiente foi importante para abrigar os povos ancestrais. Neste episódio, há uma homenagem especial à arqueóloga Niède Guidon, criadora do Parque Nacional da Serra da Capivara, e que faleceu em junho de 2025 aos 92 anos.
Por sua extrema relevância, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) inscreveu o local na Lista do Patrimônio Mundial em 1991. Em 1993, o PNSC passou a constar do Livro de Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O parque, gerenciado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), preserva vestígios arqueológicos milenares.
Sinalização turística
São Raimundo Nonato é a principal cidade-pólo do Parque Nacional Serra da Capivara. Neste ano, a cidade foi contemplada pelo Projeto de Sinalização Turística do Patrimônio Mundial. As ações, encabeçadas pela Organização das Cidades Brasileiras Patrimônio Mundial (OCBPM), tiveram como objetivo oferecer uma experiência mais dinâmica aos turistas e reafirmar o compromisso da OCBPM com a preservação do patrimônio cultural brasileiro e com o turismo sustentável como vetor de desenvolvimento.
Para isso, uma das atividades desenvolvidas foi a inserção de informações adicionais nas placas e totens que sinalizam o parque. Por meio do escaneio de um QR Code, o turista pode buscar mais informações sobre o local em um link que direciona o visitante ao site da OCBPM. O conteúdo também está disponível em libras e áudio.
E-book
Um E-book foi lançado recentemente pela entidade com detalhes das etapas do Projeto de Sinalização Turística, dentre elas, reuniões com a participação de técnicos das prefeituras e representantes do Iphan, visitas de campo e registro fotográficos como forma de mapear as necessidades de substituição das placas e totens nos locais que são detentores do título de Patrimônio Mundial. Essas ações subsidiaram a OCBPM na composição de um diagnóstico robusto para viabilizar as entregas.
“Tudo foi construído com muito cuidado, seguindo as orientações do Manual Brasileiro de Sinalização Turística do Iphan e do Guia de Sinalização do Patrimônio Mundial da Unesco para garantir placas de sinalização padronizadas, resistentes, acessíveis e, acima de tudo, informativas — sem tirar o brilho dos monumentos e paisagens que tanto nos orgulham. Foram meses de trabalho intenso para que cada um destes 9 sítios do Patrimônio Mundial Cultural no Brasil ganhasse uma sinalização à altura da sua importância histórica e cultural”, destaca o presidente da OCBPM, Mário Nascimento. Clique aqui para fazer o download do E-book.
Além de São Raimundo Nonato, as novas placas e totens estão presentes em Salvador (BA), Ouro Preto (MG), Diamantina (MG), São Miguel das Missões (RS), São Cristóvão (SE), Goiás (GO), Olinda (PE) e Pampulha (MG). O Projeto de Sinalização Turística do Patrimônio Mundial tem a realização da OCBPM com o patrocínio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Vale. Ainda conta com o apoio institucional do Iphan, da Unesco e dos Municípios envolvidos. Siga as redes sociais da OCBPM no endereço: @ocbpmb
Foto: Agência Brasil
Com informações do Iphan