Nota: presidente da OCBPM lamenta incêndios florestais na Chapada dos Veadeiros e pede apoio das autoridades
O presidente da Organização das Cidades Brasileiras Patrimônio Mundial (OCBPM), Mário Nascimento, lamenta o incêndio florestal que tem atingido nos últimos dias o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, situado na região Nordeste de Goiás e considerado Patrimônio Natural pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco). O local está entre os dez mais procurados pelos turistas brasileiros atraídos pela beleza das cachoeiras e trilhas em meio ao cerrado, predominante nos Municípios de Alto Paraíso, Cavalcante, Teresina de Goiás, Nova Roma e São João d’ Aliança.
A OCBPM se solidariza com todos os cidadãos afetados e solicita o apoio das autoridades da região e do governo federal para que intensifiquem as ações no sentido de garantir assistência ao Corpo de Bombeiros no combate ao incêndio de forma mais efetiva. Igualmente, sugere a proteção do Quilombo Calunga e de todo o espaço que é o lar de várias espécies de animais e plantas, bem como concentra centenas de nascentes e cursos d’água há cerca de 60 milhões de anos.
Além da sua importância para o equilíbrio ecológico e ajudar a minimizar os efeitos das mudanças climáticas, o bioma é responsável por fomentar o turismo sustentável e, consequentemente, a economia dos Municípios, do Estado de Goiás e do Brasil por meio da geração de empregos diretos e indiretos e renda para a população. A OCBPM lembra com tristeza que os incêndios na região têm sido recorrentes nos últimos seis anos, com o aumento da vulnerabilidade da área no período de seca em Goiás.
Por conta desses riscos iminentes, o presidente da entidade reforça a necessidade de uma atuação conjunta da sociedade e autoridades de todos os entes da federação, principalmente para apoiar tecnicamente e financeiramente os Municípios, que atuam na ponta e têm a responsabilidade de desenvolvimento de políticas públicas como forma de conscientizar a população sobre a importância de preservar o ecossistema e, assim, evitar prejuízos irreparáveis que comprometam o acesso ao patrimônio natural pelas próximas gerações.