7 de março de 2026

Equipe da OCBPM acompanha debates do Fórum do Sistema Nacional de Patrimônio Cultural

Equipe da OCBPM acompanha debates do Fórum do Sistema Nacional de Patrimônio Cultural

Evento realizado em Brasília discutiu o Plano Nacional Setorial de Patrimônio Cultural , instrumento de planeamento estratégico que pretende organizar e orientar as políticas públicas de preservação, valorização e gestão do patrimônio cultural 

A Organização das Cidades Brasileiras Patrimônio Mundial (OCBPM) acompanhou nesta semana debates em vários painéis dentro da programação do 1º Fórum do Sistema Nacional de Patrimônio Cultura. O evento com autoridades e especialistas de todo o país, realizado em Brasília, teve como objetivo principal discutir, elaborar e deliberar o Plano Nacional Setorial de Patrimônio Cultural (PNPC). Autoridades e especialistas contribuíram com sugestões nos painéis do encontro.

A equipe da OCBPM marcou presença em debates que abordaram a  preservação de acervos, métodos e salvaguarda e acervos de ex-presidentes do Brasil durante as palestras sobre arquivos de referência do patrimônio brasileiro, oportunidades e ameaças. Outra importante abordagem no evento tratou do Turismo de Base Comunitária e Patrimônio: Boas práticas de valorização dos bens culturais, populações, territórios e identidade.

Governança

Na palestra sobre governança para ação climáticas, os participantes destacaram os impactos das mudanças climáticas que representam um desafio crescente para a preservação de bens culturais e naturais. Especialistas ressaltaram que eventos extremos, alterações ambientais e processos de degradação podem comprometer sítios históricos, paisagens culturais e patrimônios naturais, exigindo novas estratégias de gestão que integrem preservação, planejamento territorial e sustentabilidade.

Também foi enfatizada a importância de uma governança colaborativa, envolvendo diferentes níveis de governo, instituições técnicas, comunidades locais e organismos internacionais. A articulação entre políticas de Cultura, Meio Ambiente e Turismo foi apontada como fundamental para fortalecer a resiliência dos territórios, garantir a proteção do patrimônio e promover seu uso sustentável como ativo cultural, social e econômico para as próximas gerações.

Base comunitária

Uma outra palestra enfatizou o Turismo de base comunitária. Nesse aspecto, foi apresentado o caso do Cais do Valongo como um exemplo significativo de valorização da memória, da Cultura e da participação das comunidades locais na atividade turística. O local, reconhecido como patrimônio mundial pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), foi destacado como um espaço de grande relevância histórica por representar um dos principais pontos de chegada de africanos escravizados nas Américas. A experiência mostrou como o turismo pode contribuir para dar visibilidade a essa história, promovendo educação patrimonial e fortalecendo a identidade cultural.

A apresentação também mostrou que o turismo de base comunitária permite que moradores e grupos culturais atuem diretamente na condução das experiências turísticas, como visitas guiadas, roteiros culturais e atividades educativas. No caso do Cais do Valongo, iniciativas conduzidas por representantes do movimento negro e por moradores da região têm contribuído para ampliar o reconhecimento do sítio e gerar oportunidades econômicas vinculadas à preservação da memória e da cultura afro-brasileira. A palestra destacou ainda que esse modelo fortalece o protagonismo comunitário e amplia o papel do turismo como instrumento de inclusão social e valorização do patrimônio.

Monitoramento

Por sua vez, no painel “Estratégias de monitoramento de políticas, ações e bens culturais: diálogo entre diferentes experiências”, os palestrantes destacaram a importância do acompanhamento sistemático das políticas públicas de patrimônio cultural como instrumento fundamental para garantir a efetividade das ações de preservação. Os especialistas apresentaram metodologias e experiências de monitoramento que permitem avaliar resultados, identificar desafios e aprimorar a gestão do patrimônio, considerando indicadores, participação social e integração entre diferentes níveis de governo.

Também foi ressaltado que o monitoramento contínuo contribui para tornar as políticas culturais mais transparentes e eficientes, permitindo ajustes nas estratégias adotadas e fortalecendo a proteção dos bens culturais.

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