8 de março de 2026

No Dia Internacional da Mulher, presidente da OCBPM homenageia principais lideranças em Cidades do Patrimônio Mundial 

No Dia Internacional da Mulher, presidente da OCBPM homenageia principais lideranças em Cidades do Patrimônio Mundial 

Relembre algumas das principais protagonistas históricas que remetem à resistência 

Neste domingo, 8 de março, data em que é celebrado o Dia Internacional da Mulher, o presidente da Organização das Cidades Brasileiras Patrimônio Mundial (OCBPM), Mário Nascimento, parabeniza as guerreiras do mundo pela sua resistência ao enfrentar, com muita bravura, as adversidades diárias e reitera o compromisso da entidade no incentivo ao aumento da participação feminina em busca por uma sociedade mais justa. Como forma de homenagem, a entidade destaca algumas das principais lideranças que lutaram por causas nobres e viveram em Cidades Históricas do Brasil.  

Ativistas e figuras históricas foram responsáveis pela transformação em cidades brasileiras reconhecidas como Patrimônio Mundial pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) em diversos contextos históricos. No Rio de Janeiro, viveram a princesa Isabel e a imperatriz Leopoldina. Líder regente, a princesa assinou a Lei Áurea que extinguiu a escravidão no Brasil em 13 de maio de 1888.

A imperatriz Leopoldina, por sua vez, foi uma das primeiras lideranças femininas a exercer um papel diplomático crucial na Independência. Outro grande destaque é Chica da Silva. Embora a sua história seja cercada de mitos, foi uma mulher escravizada que ascendeu socialmente e exerceu grande influência política e econômica no Centro Histórico de Diamantina, em Minas Gerais, com trajetória significativa e um símbolo de resistência feminina no Brasil colonial. 

Poetisa e doceira que viveu quase toda a sua vida na Cidade de Goiás, cujo traçado urbano colonial é preservado pela Unesco, Cora Coralina exerceu liderança cultural e social no Município. Sua residência é hoje o principal museu e símbolo da preservação do património local.

Maria Quitéria e Irmã Dulce viveram em Salvador. Aquela combateu nas lutas pela Independência, sendo a primeira mulher a integrar oficialmente as Forças Armadas brasileiras. A sua liderança é definida pela coragem de romper as normas de gênero do século XIX para servir a pátria. 

Conhecida como Santa Dulce dos Pobres, Irmã Dulce, líder humanitária indicada ao Nobel da Paz, fundou as suas obras sociais no coração da capital baiana. Líder do movimento sufragista e bióloga, Bertha Lutz atuou intensamente no Rio de Janeiro. O seu legado é tão significativo que o seu arquivo pessoal integra o registro Memória do Mundo da Unesco. 

Destaque coletivo, as Mulheres Candangas, em Brasília (DF), foram anônimas e líderes de acampamentos que lutaram por condições de vida dignas durante a fundação da cidade.

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