No Dia Internacional da Mulher, presidente da OCBPM homenageia principais lideranças em Cidades do Patrimônio Mundial
Relembre algumas das principais protagonistas históricas que remetem à resistência
Neste domingo, 8 de março, data em que é celebrado o Dia Internacional da Mulher, o presidente da Organização das Cidades Brasileiras Patrimônio Mundial (OCBPM), Mário Nascimento, parabeniza as guerreiras do mundo pela sua resistência ao enfrentar, com muita bravura, as adversidades diárias e reitera o compromisso da entidade no incentivo ao aumento da participação feminina em busca por uma sociedade mais justa. Como forma de homenagem, a entidade destaca algumas das principais lideranças que lutaram por causas nobres e viveram em Cidades Históricas do Brasil.
Ativistas e figuras históricas foram responsáveis pela transformação em cidades brasileiras reconhecidas como Patrimônio Mundial pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) em diversos contextos históricos. No Rio de Janeiro, viveram a princesa Isabel e a imperatriz Leopoldina. Líder regente, a princesa assinou a Lei Áurea que extinguiu a escravidão no Brasil em 13 de maio de 1888.
A imperatriz Leopoldina, por sua vez, foi uma das primeiras lideranças femininas a exercer um papel diplomático crucial na Independência. Outro grande destaque é Chica da Silva. Embora a sua história seja cercada de mitos, foi uma mulher escravizada que ascendeu socialmente e exerceu grande influência política e econômica no Centro Histórico de Diamantina, em Minas Gerais, com trajetória significativa e um símbolo de resistência feminina no Brasil colonial.
Poetisa e doceira que viveu quase toda a sua vida na Cidade de Goiás, cujo traçado urbano colonial é preservado pela Unesco, Cora Coralina exerceu liderança cultural e social no Município. Sua residência é hoje o principal museu e símbolo da preservação do património local.
Maria Quitéria e Irmã Dulce viveram em Salvador. Aquela combateu nas lutas pela Independência, sendo a primeira mulher a integrar oficialmente as Forças Armadas brasileiras. A sua liderança é definida pela coragem de romper as normas de gênero do século XIX para servir a pátria.
Conhecida como Santa Dulce dos Pobres, Irmã Dulce, líder humanitária indicada ao Nobel da Paz, fundou as suas obras sociais no coração da capital baiana. Líder do movimento sufragista e bióloga, Bertha Lutz atuou intensamente no Rio de Janeiro. O seu legado é tão significativo que o seu arquivo pessoal integra o registro Memória do Mundo da Unesco.
Destaque coletivo, as Mulheres Candangas, em Brasília (DF), foram anônimas e líderes de acampamentos que lutaram por condições de vida dignas durante a fundação da cidade.