Em Assembleia Geral, OCBPM debate fortalecimento da gestão, enfrentamento às Mudanças Climáticas e projetos
Na reunião conduzida pelo presidente Mário Nascimento, membros também aprovam contas anuais
O fortalecimento da gestão, a preservação e prevenção de riscos com as mudanças climáticas ações da Organização das Cidades Brasileiras Patrimônio Mundial (OCBPM) estiveram entre alguns dos destaques da Assembleia Geral Ordinária da entidade realizada na segunda-feira, 17 de junho, na sede da Confederação Nacional de Municípios (CNM) em Brasília. O encontro foi conduzido pelo presidente Mário Nascimento, que também é consultor da CNM e da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs).
Conquista recente e histórica da OCBPM, a inclusão da entidade como membro titular do Comitê Interministerial de Gestão Turística do Patrimônio Mundial foi um dos pontos lembrados no encontro. O atendimento a esse pleito reforça a articulação federativa para promover políticas públicas integradas. Seguindo esse entendimento, Mário Nascimento reiterou a importância de ações conjuntas que possam promover o desenvolvimento dessas cidades e pontuou alguns dos resultados positivos com a soma de esforços.
“O reconhecimento de um sítio como Patrimônio Mundial traz benefícios significativos, incluindo o aumento da atividade turística, o fluxo de visitantes e a movimentação da economia local. O Patrimônio é uma herança intergeracional que serve tanto como testemunho do passado quanto como ativo estratégico para o desenvolvimento econômico”.
O presidente da OCBPM ainda complementou quanto ao trabalho articulado com o governo federal. “O Ministério do Turismo entende esses locais como destinos de valorização e interesse nacional, enfatizando a responsabilidade compartilhada na salvaguarda e na interpretação desses bens para o público”, reforçou ao comentar a participação da Pasta na reunião.
Patrimônio Natural
Em relação à melhorias da gestão e troca de experiência em Municípios considerados Patrimônio Natural, Mário Nascimento sugeriu eventos que possam levar iniciativas conjuntas em cidades com esse reconhecimento. Dessa forma, propôs a realização de dois encontros focados no Patrimônio Mundial Natural, sendo um em Poconé, em Mato Grosso, e outro em Januária, em Minas Gerais. “Seriam oportunidades para mobilizar, educar e integrar esses locais ao desenvolvimento turístico nacional”, propôs o presidente da OCBPM.
Gestão de riscos
Outro ponto em destaque da reunião foi a preocupação com os efeitos das Mudanças Climáticas. A museóloga Doris Couto, parceira da OCPBM, destacou a gestão de riscos em cidades patrimônio, lembrando sua atuação na força-tarefa durante as inundações no Rio Grande do Sul. Ela defendeu a transição de um modelo reativo para um sistema integrado de prevenção, resposta e recuperação. e apontou que 48,9% dos desastres são de origem climatológica e 38,5% hidrológica — e que uma cidade resiliente é aquela que identifica riscos, age preventivamente e se recupera mais rápido, mantendo a confiança do destino turístico. Reforçando a urgência, Mário Nascimento considerou que a gestão de riscos não deve ser vista como despesa burocrática, mas como investimento estratégico para proteger a economia local.
Ações da OCBPM
As executivas da OCBPM, Daniela Bittencourt e Lígia Walper, mostraram a atuação recente e os próximos passos da entidade para o desenvolvimento da gestão e governança. Daniela Bittencourt apresentou as conquistas recentes da organização: efetivação no Comitê Interministerial de Gestão Turística, realização de seminários de gestão turística, monitoramento dos acórdãos do Tribunal de Contas da União (TCU) e participação em eventos nacionais como a Marcha à Brasília em Defesa dos Municípios e o Smart Cities. Também detalhou o andamento da implementação dos Centros de Interpretação do Patrimônio Mundial.
Por sua vez, Lígia Walper tratou de projetos em desenvolvimento pela OCBPM: pesquisa sobre impacto de eventos em cidades patrimônio, catalogação da cultura imaterial, manual metodológico de sinalização turística, cursos de capacitação e certificação de artesãos. Ela ainda destacou dois projetos ligados aos 400 anos das Missões Jesuíticas: a ópera “Vozes do Patrimônio” nas ruínas de São Miguel, com transmissão em TV aberta, e o longa-metragem “A Guerra de Sepé”, dirigido por Jayme Monjardim.
Aprovação das contas anuais
O encontro ainda teve espaço para a apresentação de relatórios financeiros e o parecer da auditoria externa, submetidos e aprovados unanimemente pelos membros presentes. Esta deliberação valida a conformidade e a transparência na aplicação dos recursos da organização. Outro ponto debatido foi a modernização do estatuto social, como forma de desburocratizar a admissão de novos membros e atualizar as regras de governança conforme a legislação vigente. Estas medidas buscam garantir maior eficiência administrativa e integridade em parcerias públicas.