27 de julho de 2026

OCBPM celebra reconhecimento dos Teatros da Amazônia como Patrimônio Mundial

OCBPM celebra reconhecimento dos Teatros da Amazônia como Patrimônio Mundial

Aprovação pela Unesco ocorreu nesta segunda-feira (27) na Coreia do Sul 

O Brasil conta com mais dois locais reconhecidos como Patrimônio Mundial. Nesta segunda-feira, 27 de julho, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) concedeu o título ao Teatro Amazonas, em Manaus; e Theatro da Paz, em Belém. A candidatura foi aprovada pelo Comitê da Unesco na Coreia do Sul e agora os dois espaços integram a Lista do Patrimônio Mundial Cultural da Unesco sob a designação “Teatros da Amazônia”, ao lado de outros sítios brasileiros já reconhecidos como Patrimônio Mundial Cultural, Natural e Misto. Incentivadora das candidaturas, a Organização das Cidades Brasileiras Patrimônio Mundial (OCBPM) parabeniza os novos representantes do país e enaltece a importância do reconhecimento para intensificar novas ações que possam atrair recursos, ampliar o desenvolvimento dos primeiros sítios da região Norte e reafirmar a Amazônia como um epicentro de convergência entre a erudição clássica e os saberes ancestrais da floresta.   

Com o reconhecimento pela Unesco nesta segunda-feira, o Brasil passa a contar com 26 sítios inscritos na Lista do Patrimônio Mundial da Unesco, dos quais 16 são culturais, nove são naturais e um é sítio misto. Símbolos do boom econômico gerado pela extração da borracha no Norte do Brasil, no século XIX, o Theatro da Paz e o Teatro Amazonas foram inaugurados, respectivamente, em 1878 e 1896. Ambos representavam um mesmo projeto de modernização urbana e a inserção da região amazônica, por meio de seus rios, em circuitos comerciais e culturais globais. 

Foram duas das primeiras grandes casas de ópera das Américas, passando a atrair companhias europeias para temporadas casadas entre as duas cidades. Arquitetônica e artisticamente, mesclam influências e materiais importados com madeiras e motivos da floresta, resultando numa estética original, ao mesmo tempo cosmopolita e amazônica. Os espaços foram idealizados por uma elite seduzida pelos ideais da Belle Époque e erguidos por trabalhadores locais, ao longo do tempo os teatros transcenderam o propósito de seus fundadores. 

Além dos espetáculos de ópera, conquistaram espaço as manifestações de culturas populares brasileiras e atividades que hoje atravessam diversas expressões artísticas, do carimbó ao jazz, do boi-bumbá ao cinema, impulsionando a formação de artistas e técnicos e a atividade turística. São marcos cívicos e culturais das duas cidades, juntamente com as praças em seu entorno – a Praça da República, em Belém, e o Largo de São Sebastião, em Manaus. Agora, tornam-se oficialmente o primeiro Patrimônio Mundial Cultural da Região Norte do Brasil.

Confira a lista completa, por data de inscrição, de bens brasileiros reconhecidos como Patrimônio Mundial pela Unesco:

Bens culturais:

1980: Cidade Histórica de Ouro Preto

1982: Centro Histórico de Olinda

1983: Ruínas de São Miguel das Missões

1985: Centro Histórico de Salvador

1985: Santuário do Bom Jesus do Congonhas

1987: Brasília

1991: Parque Nacional Serra da Capivara

1997: Centro Histórico de São Luís

1999: Centro Histórico de Diamantina

2001: Centro Histórico da Cidade de Goiás

2010: Praça de São Francisco na Cidade de São Cristóvão

2012: Rio de Janeiro: Paisagens Cariocas entre a Montanha e o Mar

2016: Conjunto Moderno da Pampulha

2017: Sítio Arqueológico do Cais de Valongo2021: Sítio Roberto Burle Marx

2026: Teatros da Amazônia

Bens naturais:

1986: Parque Nacional do Iguaçu

1999: Reservas da Mata Atlântica do Sudeste

1999: Reservas da Mata Atlântica da Costa da Descoberta

2000: Área de Conservação do Pantanal

2000: Complexo de Conservação da Amazônia Central

2001: Ilhas Atlânticas Brasileiras: Reservas Fernando de Noronha e Atol das Rocas

2001: Unidades de Conservação do Cerrado: Parques Nacionais Chapada dos Veadeiros e Emas

2024: Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses

2025: Cânion do Rio Peruaçu

Bens mistos:

2025: Paraty e Ilha Grande – Cultura e Biodiversidade

Com informações do jornal O Globo e Portal G1

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