Arquipélago de Fernando de Noronha completa 523 anos e OCBPM destaca importância do local reconhecido como Patrimônio Natural da Humanidade
Atrativo mundial, arquipélago concentra um verdadeiro santuário da biodiversidade
O presidente da Organização das Cidades Brasileiras Patrimônio Mundial (OCBPM), Mário Nascimento, parabeniza o distrito de Fernando de Noronha, em Pernambuco (PE), pelos 523 anos de descoberta celebrados nesta segunda-feira, 10 de agosto. O arquipélago concentra 70% de sua área no Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, reconhecido desde 2001 pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como Patrimônio Natural da Humanidade.
Na ocasião, a Unesco inscreveu o local sob o nome oficial de “Ilhas Atlânticas Brasileiras: Reservas de Fernando de Noronha e Atol das Rocas”, unificando as duas áreas protegidas devido à extrema importância biológica de suas águas para a reprodução e alimentação de espécies marinhas no Atlântico Sul. Entre os motivos para o reconhecimento estão a importância do Santuário de biodiversidade, que funciona como uma área essencial para a desova de tartarugas-verdes e abrigo de aves marinhas.
O espaço abriga um berçário marinho, em que suas correntes marítimas fornecem nutrientes vitais para golfinhos-rotadores, tubarões e peixes comerciais. O arquipélago concentra ainda beleza cênica excepcional, com paisagens vulcânicas únicas e praias intocadas de valor universal.
Origem do nome
O arquipélago foi posteriormente doado ao financiador e fidalgo português Fernão de Loronha, cujo nome evoluiu com o tempo para a atual denominação.Em 1988, o local foi oficialmente integrado ao Estado de Pernambuco.
Com informações do G1