5 de setembro de 2026

OCBM destaca importância da Amazônia e de Ouro Preto (MG) como Patrimônio Mundial  

OCBM destaca importância da Amazônia e de Ouro Preto (MG) como Patrimônio Mundial  

Neste sábado, 5 de setembro, são celebrados o Dia da Amazônia e reconhecimento da cidade mineira pela Unesco

Neste sábado, 5 de setembro, são comemorados o Dia da Amazônia e o aniversário de reconhecimento da cidade de Ouro Preto, em Minas Gerais, como Patrimônio Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A Organização das Cidades Brasileiras Patrimônio Mundial (OCBPM) celebra a data, reforça a importância da preservação desses locais para o futuro da humanidade, bem como defende mais ações conjuntas voltadas à preservação e o fortalecimento do turismo, cultura, meio ambiente e demais áreas transversais.  

Primeiro sítio reconhecido no Brasil, no ano de 1980, a origem de Ouro Preto está no arraial do Padre Faria, fundado pelo bandeirante Antônio Dias de Oliveira, pelo Padre João de Faria Fialho e pelo Coronel Tomás Lopes de Camargo e um irmão deste, por volta de 1698. A antiga Vila Rica foi escolhida pela Unesco por preservar de forma quase intacta o seu traçado urbano do século XVIII, suas ladeiras que acompanham o relevo montanhoso e o seu riquíssimo acervo de arquitetura barroca e obras de Aleijadinho. 

O valioso conjunto arquitetônico e urbanístico colonial reflete a importância de Ouro Preto no ciclo de exploração de pedras preciosas durante o século XVIII. A cidade também foi a primeira capital da Província de Minas Gerais, importante centro do ciclo do ouro, e palco da Inconfidência mineira, movimento que defendia a Independência do Brasil. 

Entre os bens que fazem parte do conjunto reconhecido pela Unesco estão o Museu da Inconfidência, a Praça Tiradentes, o Palácio dos Governadores, o Chafariz da Praça de Marília Dirceu e as igrejas de São Francisco de Assis, Matriz do Pilar, Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, Nossa Senhora do Carmo e Chico Rei.  

Amazônia

Já a Amazônia possui múltiplos reconhecimentos da Unesco, tanto por sua riqueza natural quanto pelo seu patrimônio cultural histórico. O bioma de maior biodiversidade do planeta se estende por nove países da América do Sul e tem mais da metade da sua área dentro do Brasil. São milhões de espécies de animais e plantas, muitas ainda desconhecidas pela ciência. A floresta também desempenha papel fundamental no equilíbrio do clima mundial. Abriga a maior bacia hidrográfica do planeta, formada por uma complexa rede de rios. No Brasil, o destaque é o Rio Amazonas, que sozinho tem mais de 10 mil afluentes.

O Complexo de Conservação da Amazônia Central beu o reconhecimento como Patrimônio Natural da Humanidade. Essa área protegida possui mais de 6 milhões de hectares e inclui locais fundamentais para a biodiversidade planetária, como:O Parque Nacional do Jaú e as Reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã. O título da Unesco foi importante para ajudar na proteção do mosaico de ecossistemas da região (como as florestas de igapó e os ecossistemas de várzea) que servem de refúgio para espécies ameaçadas como o pirarucu, o peixe-boi-da-amazônia, o jacaré-açu e os botos. 

A escolha do dia 5 de setembro é uma homenagem histórica à criação da Província do Amazonas (atual Estado do Amazonas), decretada pelo imperador Dom Pedro II no ano de 1850. Por essa razão, hoje também se celebra o aniversário do Estado do Amazonas. 

Ícone cultural

O reconhecimento mais recente ocorreu em julho de 2026, quando a chancela de Patrimônio Mundial Cultural foi concedida aos chamados Teatros da Amazônia: Teatro Amazonas, em Manaus (AM), e Theatro da Paz, em Belém (PA). Ambos os teatros foram erguidos no final do século XIX e simbolizam a opulência econômica do Ciclo da Borracha. “São dois importantíssimos sítios e tesouros da humanidade. Ouro Preto representa um testemunho único do ápice da era dourada brasileira e o símbolo da preservação da arte barroca e da memória nacional. O seu pioneirismo como Patrimônio Mundial remete a sua contribuição histórica e cultural para o país e o mundo. A Amazônia também é um marco da humanidade. A sua proteção não é apenas uma bandeira ecológica nacional e sim a linha de frente para minimizar os efeitos das mudanças climáticas no mundo. Precisamos nos conscientizar sobre a importância de intensificar ações conjuntas que garantam a preservação desses bens das civilizações”, defende o presidente da OCBPM, Mário Nascimento. 

Com informações da prefeitura de Ouro Preto e da Unesco

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