
A história de Goiás Velho (atual Cidade de Goiás) está ligada à corrida pelo ouro e a sua fundação ocorreu em 1727 por Bartolomeu Bueno da Silva Filho, com o local inicialmente chamado de Arraial de Sant’Anna. Mais tarde, em 1739, o nome mudou para Vila Boa de Goiás. O local, testemunha da ocupação e colonização do Brasil Central, teve seu traçado urbano adaptado com a mistura da arquitetura colonial e barroca.
A cidade é um raro e genuíno documento da maneira como os exploradores do território, em uma situação isolada, adequaram os modelos de planejamento e de construção vigentes na metrópole portuguesa às realidades da região tropical, com o surgimento de vilas, arraiais e povoados edificados em terra (adobe, taipa de pilão, pau-a-pique).
A arquitetura teve de ser também ajustada à ausência de técnicos, arquitetos e mestres de ofícios, o que contribuiu com a simplificação dos modelos das construções. Após 1770, durante o declínio da mineração, ainda surgiram outras edificações, como as das igrejas de Nossa Sra. da Boa Morte, do Carmo, da Abadia, de São Francisco de Paula e de Santa Bárbara, além do Chafariz da Boa Morte.
Com a ampliação das ruas, em 1782, e outras ações impulsionadoras de desenvolvimento, a região cresceu ainda mais, sendo elevada à categoria de cidade em 1818, ocasião em que passou a ser chamada Goiás. Em 1937, houve a decisão de mudar a capital do Estado para Goiânia por ser uma cidade projetada.
Essa transferência também ajudou a preservar a atmosfera bucólica de Goiás. Em 2001, o Centro Histórico da cidade foi reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial, sendo antes tombado pelo Iphan, em 1978.