Saiba mais sobre Diamantina

Diamantina foi considerada o maior centro de extração de diamantes do mundo no século XVIII, atividade fundamental para o seu desenvolvimento e também influenciou na arquitetura do Centro Histórico da cidade. Viva a experiência única na cidade, ao relembrar fatos tão presentes em livros de história e filmes, dentre eles, o Segredo dos Diamantes, que aborda o ciclo de exploração de pedras preciosas. 

Com mais de três séculos de fundação, passando de povoado a arraial até chegar a Município, é rica em história e tradições. A ocupação portuguesa do território ocorreu com Jerônimo Gouvêa. Seguindo o curso do Rio Jequitinhonha, ele encontrou nas confluências do Rio Piruruca e Rio Grande  uma grande quantidade de ouro.

Por volta de 1722, surgiu o povoado do Arraial do Tejuco e começou a ser formado o conjunto arquitetônico, urbanístico e paisagístico da cidade. Mais tarde, em 1938, os bens foram tombados pelo Iphan. O reconhecimento internacional veio pela Unesco em 1999 com o título de Patrimônio Mundial. Assim como os diamantes, vários bens da cidade são considerados um tesouro pelo seu contexto histórico, político e religioso.  

Na política, o destaque é a casa de Juscelino Kubitschek, que reúne objetos e documentos da infância e da adolescência do ex-presidente da República. Outro imóvel muito procurado pelos turistas é a casa que pertenceu a Chica da Silva, lendária escrava que se tornou uma liderança da sua época e serviu de inspiração para produções de filmes e de uma novela com o seu nome. 

Por sua vez, a Casa com forro pintado chama a atenção pela sua beleza, ao mostrar como era a forma de decoração que se destacava em meio às construções, além de evidenciar a cultura no período colonial. Ainda sobre os costumes, a estrutura da Casa do Muxarabiê permitia que as pessoas observassem a rua sem serem vistas, um reflexo da época onde a privacidade e a discrição eram valorizadas. 

Já a Casa do Padre Rolim representa um marco da luta pela independência do Brasil, sendo o espaço destinado a armar cavaleiros da Inconfidência Mineira e onde atualmente funciona o Museu do Diamante. A religiosidade também está presente em Diamantina em obras arquitetônicas e nos costumes de diferentes classes sociais. 

Essas manifestações podem ser percebidas em igrejas construídas pelos escravos (Igreja de Nossa Senhora do Rosário), militares (Igreja de Nosso Senhor do Bonfim) e pelos demais devotos de famílias tradicionais da cidade. As obras artísticas desses templos religiosos impressionam, como os trabalhos de Aleijadinho, escultor, entalhador, arquiteto e carpinteiro e um dos maiores artistas do período colonial brasileiro. 

Um dos seus trabalhos pode ser conferido na Igreja de Nossa Senhora do Carmo. Outros importantes bens religiosos reconhecidos internacionalmente pela Unesco e que podem ser visitados são as igrejas de Santana, São Francisco de Assis e de Nossa Senhora do Amparo. 

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