
A cidade de Olinda foi fundada em 1535 por Duarte Coelho Pereira, o primeiro Donatário da Capitania de Pernambuco. As terras férteis eram protegidas pela altura, com um porto natural formado pelos arrecifes do litoral e com facilidade de defesa contra invasores, segundo os padrões militares da época.
Conta a tradição que o nome surgiu do comentário do seu donatário ao admirar a paisagem local. Ele teria dito: “Ó linda situação para se fundar uma vila” e a região foi elevada a essa categoria em 1537.
Posteriormente, a cidade se tornou sede da capitania pernambucana. O desenvolvimento foi intensificado com o extrativismo do pau-brasil e, principalmente, com o cultivo da cana-de-açúcar, período em que Olinda foi considerada um dos mais importantes centros comerciais da colônia.
O traçado urbano da vila se configurou ainda no século XVI, com a definição dos caminhos e com a ocupação de religiosos, dentre eles, a chegada das primeiras ordens de jesuítas, franciscanos e beneditinos, e também ocorreu a catequização dos índios, fato importante para a conquista definitiva das terras.
Holandeses invadiram e incendiaram a cidade em 1630 e, por conta disso, houve a transferência da capital para Recife. Essa ocupação foi marcada por conflitos e pela presença de Maurício de Nassau, conde e militar germânico que ficou conhecido por ter sido enviado pelos holandeses para administrar a região.
Olinda só foi retomada pelos portugueses em 1654 com a Insurreição Pernambucana, combate que envolveu portugueses, índios e negros contra a ocupação holandesa. Sua reconstrução se deu ao longo do século XVIII, com novas igrejas e restauração das áreas atingidas pelo incêndio.
Outros conflitos de motivação nativista e libertária contra a Coroa Portuguesa e que fizeram parte do processo da Independência do Brasil ocorreram no mesmo século.
Desenvolvimento
A produção e exportação de açúcar foram a base da economia olindense no período colonial. Essa atividade contribuiu para impulsionar a estrutura da cidade com a construção do Centro Histórico. O conjunto arquitetônico, urbanístico e paisagístico foi tombado pelo Iphan em 1968.
Posteriormente, em 1982, o local foi declarado Patrimônio Mundial pela Unesco. São monumentos e bens tombados de Olinda: o Convento e Igreja de Nossa Senhora do Carmo, o Convento de Nossa Senhora das Neves, Igreja de Nossa Senhora do Rosário, Igreja do Rosário dos Homens Pretos de Olinda e a Igreja do Carmo.
Ainda integram a lista o Observatório do Alto da Sé, Museu Regional, Parque do Carmo e Sítio de Seu Reis , Fortim, Beco Bajado, Largo do Cruzeiro, Largo do Varadouro, Largo do Cruzeiro de São Francisco, Largo da Conceição, Largo do Rosário, Parque do Carmo, Bica do Rosário e Rua Saldanha Marinho.