
A exploração de recursos naturais motivou desbravadores na criação do arraial do Padre Faria, fundado pelo bandeirante Antônio Dias de Oliveira, pelo Padre João de Faria Fialho e pelo Coronel Tomás Lopes de Camargo por volta de 1698. Outros povoados surgiram em seguida e o local passou a se chamar Vila Rica em 1711.
Com o crescimento, nove anos depois, foi escolhida como capital da capitania e do Estado de Minas Gerais. Em 1823, após a Independência do Brasil, recebeu o título de Imperial Cidade, conferido por Dom Pedro I. Com o reconhecimento, o nome mudou para Imperial Cidade de Ouro Preto e, mais tarde, passaria a se chamar apenas Ouro Preto.
A adoção do nome foi motivada pela aparência do ouro encontrado na região, que muitas vezes se apresentava com uma camada de óxido de ferro, dando-lhe uma cor escura. A corrida pelos metais preciosos contribuiu para a expansão da cidade e a arquitetura começou a se destacar com a construção de vários edifícios do Centro Histórico.
Esses espaços foram cenários de importantes momentos da história do país. A Inconfidência Mineira, movimento de luta pela independência do Brasil, está entre eles. O líder da revolta, Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, homenageado em monumentos na Praça que leva o seu nome, é um dos personagens mais marcantes de Ouro Preto.
Outro destaque é a manifestação religiosa da sociedade na construção de igrejas com distintos estilos artísticos da época, dentre eles, o barroco e o rococó. A exposição de obras de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, escultor, entalhador e arquiteto e um dos principais artistas do período colonial, estão espalhadas pelos templos e em outros espaços da cidade.
As contribuições históricas, artísticas, religiosas e governamentais de Ouro Preto tiveram reconhecimento no Brasil e no mundo. Em 1938, os bens locais foram tombados pelo Iphan. No âmbito internacional, veio o título de Patrimônio Mundial concedido pela Unesco em 1980, a primeira cidade brasileira a receber a honraria.