
Fundada em 1549 por Tomé Sousa – primeiro governador-geral do Brasil nomeado pela Coroa portuguesa – a cidade de Salvador foi a primeira capital do Brasil e um dos principais pontos de convergência das culturas europeia, africana e indígena americana dos séculos XVI ao XVIII. Está estrategicamente situada em uma imensa baía na costa brasileira, escolhida para centralizar as atividades da metrópole portuguesa e facilitar o comércio com a África e o Extremo Oriente.
A partir de 1558, tornou-se o principal porto marítimo do Brasil e um importante centro da indústria açucareira e do tráfico de escravos. Com a riqueza gerada pela lavoura açucareira, em meados do século XVII, teve início a chamada fase monumental da arquitetura baiana, apoiada na transição do estilo artístico renascentista para o barroco.
O desenvolvimento impulsionou a construção do Centro Histórico de Salvador e representou um marco da história brasileira. Também conhecido como Pelourinho, é um exemplo de como as influências da época refletiram na arquitetura e na cultura, além de ser considerado um dos maiores conjuntos arquitetônicos coloniais da América Latina.
Conta com mais de três mil edifícios, incluindo a Igreja dos Jesuítas (atual Catedral), a Igreja e o Convento de São Francisco. O Palácio do Governo reflete a importância da cidade como centro administrativo e comercial de Portugal na América e suas relações com a África e o Oriente.
Além dos templos religiosos e de edificações construídas para essas relações e de imóveis que abrigam autoridades da época, a cidade conta com outros conjuntos arquitetônicos, como museus e espaços culturais que destacam a riqueza da cidade.
Os monumentos do Centro Histórico de Salvador, formados pelas construções e obras de arte, sobrevivem até os dias e são reconhecidos como Patrimônio Mundial pela Unesco em 1985 e também foram tombados pelo Iphan no ano anterior.